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Pena de Morte

Em 2008, há confirmação de que ao menos 2.390 pessoas foram executadas e de que, no mínimo, 8.864 pessoas foram sentenciadas à pena de morte em todo o mundo. Como aconteceu em anos anteriores, um grande número de sentenças com pena capital foi proferido após julgamentos que não cumpriam as normas de justiça internacionalmente reconhecidas .

Um número alarmante de execuções foi levado a cabo depois de julgamentos que se basearam em confissões obtidas mediante tortura, em violação ao direito internacional.

 executor atira na nuca da vítima com uma pistola Makarov com silenciador. Fevereiro 2009.
Método de execução usado em Belarus: executor atira na nuca da vítima com uma pistola Makarov com silenciador. Fevereiro 2009.
Amnesty International
Em 2008, a Anistia Internacional realizou intensas campanhas para acabar com todas as execuções, exortando os governos a tomarem medidas concretas para terminar com a pena capital. Os membros da Anistia Internacional apelaram aos Estados-membros da ONU para que votassem a favor de uma segunda resolução pedindo uma moratória de todas as execuções, com vistas a abolir a pena de morte.

O resultado exitoso da adoção de uma segunda resolução em favor da moratória, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas no dia 18 de dezembro de 2008, é uma reafirmação oportuna e poderosa do compromisso da comunidade internacional de atuar no sentido de acabar com a pena de morte.

Desde 1977, a Anistia Internacional vem realizando campanhas para abolir totalmente a pena capital, uma vez que essa punição viola o direito à vida e constituí, em última instância, um tratamento cruel, desumano e degradante. Para a Anistia Internacional, a pena de morte legitima um ato de violência irreversível cometido pelo Estado.

 

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