Defensores de Direitos Humanos
A Declaração da ONU sobre Defensores de Direitos Humanos comemorou seu 10º aniversário no dia 9 de dezembro de 2008. Nesse mesmo dia em 1998, os Estados-membros das Nações Unidas reconheceram o direito de defender os direitos humanos e, em consequência, sua responsabilidade de proteger os defensores dos direitos humanos (DDH), possibilitando, com isso, que realizem seu trabalho.

Rashida Bi, ativista e sobrevivente do desatre de Bhopal, em manifestação contra a construção de represa em Nova Déli, Índia.
© AP/PA Photo/Gurinder Osan
Para marcar o aniversário da Declaração da ONU sobre os DDH, a Anistia Internacional realizou uma campanha nas mais diversas regiões do globo para chamar atenção sobre os defensores envolvidos na proteção de todo o conjunto dos direitos humanos – que inclui desde as mulheres DDH na Nicarágua, que defendem o direito da mulher à vida e à saúde, aos advogados de direitos humanos no Vietnã e aos sindicalistas na Turquia –, revelando as constantes ameaças e desafios que essas pessoas enfrentam para levar adiante seu trabalho legítimo e tão essencial.
As atividades que esses indivíduos desempenham, junto com tantos outros DDH em todo o mundo, têm por objetivo diminuir o abismo que existe entre a promessa de justiça e de igualdade feita na Declaração Universal dos Direitos Humanos e a realidade de abusos contra os direitos fundamentais que perdura até hoje.
O trabalho da Anistia Internacional em nome desses defensores em 2008 se deve ao reconhecimento do quanto seu trabalho é vital para que os direitos humanos se realizem para todos, e também ao grande desafio que é para todos nós defender quem defende os direitos humanos.