O mundo por regiões
África

Partindo de Conacri, capital da Guiné, soldados usando boinas vermelhas viajaram 300 quilômetros em direção ao norte até Khoréra, próximo à Boké. Eles estavam buscando Karamba Dramé, um líder da juventude daquela comunidade. Quando o encontraram, os soldados o mataram a tiros. Karamba Dramé morreu antes de chegar ao hospital no dia 31 de outubro de 2008.
Américas

As comunidades Yakye Axa e Sawhoyamaxa de Enxet, na região do Bajo Chaco paraguaio, têm vivido à beira da rodovia Pozo Colorado-Concepción há mais de 15 anos. Apesar das decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos em seu favor, elas continuam excluídas de suas terras. Privadas de seus modos de vida e de suas fontes de subsistência tradicionais, de assistência médica e de condições sanitárias adequadas, e dependentes do fornecimento inconstante de alimentos do governo, elas enfrentam um presente de insegurança e um futuro de incerteza.
Ásia e Oceania

No dia 20 de maio, em Kawhmu, próximo a Yangun, as autoridades de Mianmar não permitiram que os sobreviventes do ciclone Nargis, que estavam desesperados, pedissem donativos nas ruas, punindo as pessoas que tentavam ajudá-los – o que efetivamente impediu que eles recebessem qualquer assistência não oficial. Quase três semanas antes, o ciclone havia devastado a maior parte do sul de Mianmar, matando dezenas de milhares de pessoas e desabrigando outras centenas de milhares, que perderam suas casas e seus meios e vida.
Europa e Ásia Central

No começo de agosto de 2008, pela primeira vez em quase uma década, dois Estados europeus entraram em guerra. Desde os conflitos do início da década de 1990, a Europa havia atingido certa estabilidade em termos de economia e de segurança, e o Estado de direito parecia estar firmemente enraizado. Os eventos de agosto, porém, mostraram o quanto era frágil a ideia de que uma Europa que viveu a Guerra-Fria havia alcançado um estado de segurança permanente. E como tantas vezes acontece, quando suposições como essa se desfazem, os civis e seus direitos humanos é que pagam a conta.
Oriente Médio e Norte da África

No dia 27 de dezembro, quando 2008 já se encerrava, jatos israelenses lançaram um bombardeio aéreo sobre a Faixa de Gaza, onde um milhão e meio de palestinos vivem apertados em uma das áreas de maior densidade populacional do planeta. Nas três semanas seguintes, mais de 1.300 palestinos foram mortos, entre os quais ao menos 300 crianças, e milhares ficaram feridos. As forças israelenses violaram, repetidamente, as leis de guerra, até mesmo com ataques diretos a pessoas e a prédios civis, e também com ataques que visavam militantes palestinos, mas que mataram um número desproporcionalmente alto de civis.
Do site Amnesty.org
Ohio moves to resume executions under new protocol
20 November 2009
Chinese activists under threat after Obama visit
20 November 2009
Russia moves one step closer to death penalty abolition
20 November 2009